'Cumprir com as obrigações é o mínimo que se espera e não é favor '

Paulo Martins
Política | Publicado em 11/10/2018 às 13:05

Em Corbélia, o único caminhão equipado para combater incêndios está parado há pelo menos dois meses, esperando conserto. Enquanto isso, as equipes de Cascavel são responsáveis pelos atendimentos em Corbélia. 

Mas, no caso de uma ocorrência, levaria 30 minutos até que um caminhão chegasse a cidade.  O que fazer no caso de um incêndio de grandes proporções se não há veículos para combatê-lo? É a pergunta que fazem os moradores de Corbélia: uma cidade com cerca de 20 mil habitantes e nenhum caminhão contra incêndio.  

 O único caminhão de combate a incêndios está aqui, no pátio de máquinas da prefeitura, parado. O veículo se envolveu num acidente há pelo menos dois meses e desde então não saiu mais daqui. A prefeitura não soube informar a data exata da batida, e também não autorizou filmamos o veículo dentro do pátio.  

 Um processo administrativo para apurar o acidente foi aberto, mas ninguém foi declarado culpado. Uma servidora ainda está afastada para tratar os ferimentos da batida. O caminhão de combate a incêndios é da defesa civil, que presta um serviço integrado ao corpo de bombeiros. O veículo ainda atendia outros dois municípios na região de Corbélia. O grupamento de Cascavel também atende outros 20 municípios além de Corbélia.  Segundo a prefeitura de Corbélia, uma licitação já está programada para consertar o caminhão. A previsão é de que o conserto custe pelo menos R$20 mil.

O comentário de Paulo Martins 

Há um antiquíssimo ditado popular que diz: “só se lembra de santa bárbara quando troveja”. A devoção aquela santa ocorria por ser invocada como protetora por ocasião de tempestades, raios e trovões. Nesse caso de Corbélia e corpo de bombeiros é bem possível que no futuro se venha por ali lembrar dessa expressão, tomara que não aconteça – se ocorrer qualquer episódio incendiário e que provoque danos lamentáveis. 

E aí, então, certamente o estado, que vem a ser o responsável pela área de segurança, irá correr para dotar aquele município de instrumentos de combate que, como qualquer outro, necessita estar precavido para uma reação eficaz nesses acidentes, ou seja, “ao trovejar é que vai lembrar de santa Bárbara”.  A instalação de núcleos de bombeiros em pontos estratégicos de um estado, claro, deve obedecer a necessidades levantadas – estudadas e aplicadas através de dados técnicos, e nesse caso aí de Corbélia, quando se acena com “meia hora” para um atendimento por estar o mais próximo socorro numa distância nada confiável, faz com que qualquer pessoa se desanime, pois meia hora é tempo demais para se atender a qualquer tipo de incêndio… E isso se for mesmo meia hora, o que duvidamos, diante não apenas da distância, mas de condições de tráfego, preparação de arrancadas e tudo mais. 

Bombeiros – essa é uma imposição da “área de segurança” – são indispensáveis esses chamados heróis do fogo – e a sustentação dessa necessidade é obrigação constitucional do estado. Obrigação sustentada pelos impostos de todos nós... “obrigação” e não favor. e como está mais do que claro, “cumprir com suas obrigações é, no mínimo, “obrigação” imperativa do governo”...que não deixe acontecer...para só depois lembrar de santa bárbara.



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