Casa de jogos funcionava como central do crime

Redação Tarobá News
Policial | Publicado em 12/06/2019 às 15:15

Foto: 13ª SDP

O delegado-chefe da 13ª Subdivisão Policial (SDP), Nagib Nassif Palma, revelou nesta quarta-feira (12) detalhes dos crimes pelos quais três pessoas foram presas nesta terça (11). A operação foi deflagrada contra o sócio-proprietário do Araxá Pôquer, conhecido clube dedicado ao esporte que fica no centro da cidade. Além das prisões, duas armas de fogo e quase 900 gramas de cocaína também foram apreendidas.

Segundo o delegado, a investigação chegou ao empresário a partir de um homicídio ocorrido em 11 de março. Lincoln Fernando Oliveira Silva, de 27 anos, foi morto a tiros nesse dia. Chamado ao portão de casa, ele foi atingido por três tiros e chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu pouco tempo depois.

Dois meses depois, a Polícia Civil descobriu que o empresário tinha contrato Lincoln para eliminar um concorrente dele que estava conquistando clientes em Ponta Grossa. Segundo a polícia, ele pagou para que o rapaz fizesse o serviço, dando a ele uma arma de fogo e uma motocicleta. No entanto, Lincoln se recusou a cometer o homicídio e também não quis devolver a moto e a arma. Assim, o proprietário do Araxá Pôquer contratou outro atirador e foi até a casa da vítima para cometer o crime, conforme Nagib.

O delegado explica que no fim de maio, o empresário e outro comparsa descobriram um amigo de Lincoln sabia quem tinha cometido o crime. Esse jovem foi atraído até a Vila Estrela e acabou levando cinco tiros, mas sobreviveu ao atentado. A partir disso, os investigadores rapidamente concluíram a produção das provas para fazer o pedido de prisão preventiva do empresário e de outro rapaz que teria envolvimento no crime.

O terceiro preso também é sócio-proprietário do Araxá Pôquer e foi indiciado por tráfico de drogas. Os quase 900 gramas de cocaína foram encontrados perto do caixa do estabelecimento e estavam sob a guarda dele, segundo o delegado. A droga poderia ser revendida e renderia quase R$ 50 mil aos proprietários.

Além da droga, foram apreendidos um revólver calibre 38 e uma pistola calibre 380, várias munições, pinos para embalar e fracionar a droga para a venda, balança de precisão, celulares, notebook e dois veículos usados na prática dos crimes, uma caminhonete Nissan Frontier e um SUV Hyundai Tucson.

Todo o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público do Paraná e agora o caso deve seguir para a Justiça.

Fonte: aRede



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